Luiz Felipe do Valle: como a Rede Paz transformou o tempo de espera em oportunidade de consumo 

Diego Velázquez
By Diego Velázquez 4 Min Read
Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes

No varejo, o tempo que o cliente passa dentro do estabelecimento é diretamente proporcional ao valor que ele gera. Quanto mais tempo, mais consumo. Mais consumo, mais receita. Mais receita, mais rentabilidade. Essa equação, bem conhecida no varejo de shopping e alimentação, chegou ao varejo de combustíveis pela mão de Luiz Felipe do Valle e da Rede Paz.

O abastecimento convencional e o seu limite

O abastecimento de um veículo convencional dura, em média, cinco minutos. É tempo suficiente para o motorista pagar e ir embora. Pouco tempo para consumir, explorar a loja ou utilizar qualquer serviço adicional. Durante décadas, esse foi o limite estrutural do posto de combustíveis como ponto de varejo: a parada era curta demais para gerar mais do que o combustível. Luiz Felipe do Valle entendeu esse limite. E encontrou a resposta antes que o mercado percebesse o problema.

A mobilidade elétrica como virada de chave

Em 2024, a Rede Paz instalou os primeiros carregadores ultrarrápidos para veículos elétricos em pontos estratégicos de São Paulo. A lógica por trás da decisão foi precisa: enquanto o veículo carrega, o motorista permanece no espaço por 20 a 30 minutos. Esse tempo adicional é oportunidade. O cliente visita a loja de conveniência, utiliza serviços automotivos, faz uma refeição na franquia de alimentação ou simplesmente permanece no ambiente do posto.

Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes
Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes

O tíquete médio por visita aumenta. A rentabilidade por unidade cresce. E o cliente que teve uma boa experiência durante a recarga retorna. A mobilidade elétrica, portanto, não veio substituir o posto. Veio ampliar o seu papel dentro da cidade.

A conveniência que preenche o tempo

Para que essa equação funcione, o posto precisa oferecer algo que valha o tempo de permanência. A Rede Paz construiu essa oferta ao longo de anos: lojas com produtos de alto giro e itens encontrados apenas em grandes supermercados, promoções exclusivas ao longo do dia, franquias de alimentação reconhecidas e serviços automotivos integrados.

Cada elemento dessa oferta foi pensado para o consumidor urbano que para com pressa e sai tendo feito mais do que planejava. Essa experiência cria hábito. E hábito, no varejo, é o ativo mais difícil de construir e o mais valioso de manter.

A meta que define a ambição

A Rede Paz tem como meta instalar 300 carregadores ultrarrápidos até 2027, cobrindo os principais corredores de mobilidade de São Paulo. Uma ambição que, no contexto do varejo de combustíveis brasileiro, não tem precedente. Luiz Felipe do Valle não está apenas preparando a rede para o futuro da mobilidade. Está construindo agora a infraestrutura que vai definir o comportamento do consumidor elétrico paulistano por anos.

Quem instala a infraestrutura antes que o mercado amadureça chega ao momento da demanda em massa já posicionado. É a mesma lógica que orientou a expansão dos postos convencionais. E é a lógica que está orientando a expansão elétrica da Rede Paz.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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