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Drex passa a avaliar aplicações financeiras desenvolvidas por instituições

Redação Internet Bitcoin
By Redação Internet Bitcoin 23 de outubro de 2026 5 Min Read
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A segunda fase do Piloto Drex começou a ganhar forma com a publicação, pelo Banco Central, das regras para participação de instituições interessadas em apresentar novos modelos de negócio. O chamamento público prevê inscrições entre 14 de outubro e 29 de novembro de 2026, ampliando o espaço para que aplicações próprias sejam testadas na infraestrutura de moeda digital em desenvolvimento no Brasil.

Contents
Instituições terão de apresentar modelos própriosPrivacidade entra como requisito do desenho tecnológicoSegunda fase ainda não representa lançamento comercial

O foco desta etapa está menos em uma demonstração única da tecnologia e mais na avaliação de diferentes possibilidades de uso. As propostas deverão empregar contratos inteligentes, também conhecidos como smart contracts, e poderão envolver emissão, resgate ou transferência de ativos. Os participantes também precisarão simular os fluxos financeiros associados às negociações apresentadas.

Segundo o Banco Central do Brasil, a seleção não terá, inicialmente, um número máximo predeterminado de casos. A quantidade de projetos escolhidos dependerá do volume de propostas recebidas e da capacidade técnica e operacional da autoridade monetária para conduzir os testes.

Instituições terão de apresentar modelos próprios

O regulamento estabelece que podem participar instituições que atuem no mercado financeiro e tenham condições de testar os modelos de negócio submetidos. Isso coloca a responsabilidade de desenvolvimento sobre os próprios participantes, que deverão detalhar como suas aplicações funcionam e quais resultados esperam obter durante a etapa experimental.

Na prática, o Banco Central busca observar como a infraestrutura do Drex pode ser utilizada em operações que envolvem diferentes tipos de ativos e movimentações financeiras. A exigência de simular os fluxos relacionados às negociações permite avaliar não apenas o registro ou a transferência de um ativo, mas também a sequência de etapas financeiras necessária para que a operação seja concluída.

Entre os possíveis campos de aplicação estão operações relacionadas a crédito, financiamento, mercado de capitais, registro de ativos e liquidação. Esses segmentos aparecem como referências para compreender o alcance dos testes, mas o regulamento não transforma essas áreas em uma lista obrigatória nem confirma a aprovação prévia de qualquer modelo específico.

Privacidade entra como requisito do desenho tecnológico

Além da descrição do caso de uso, as propostas deverão explicar os mecanismos de privacidade necessários para a aplicação. O requisito é relevante porque os testes de uma infraestrutura financeira digital precisam considerar como os dados das operações serão protegidos e compartilhados entre os participantes autorizados.

O Banco Central também solicita que as instituições indiquem os impactos esperados para o sistema financeiro e eventuais impedimentos legais ou regulatórios. Dessa forma, a análise não ficará restrita ao funcionamento técnico dos contratos inteligentes. Questões de conformidade, proteção de dados e sigilo bancário deverão fazer parte da avaliação de cada proposta.

Essa abordagem aproxima o experimento tecnológico das condições encontradas no mercado financeiro. Um modelo pode funcionar do ponto de vista computacional e, ainda assim, exigir adaptações para atender às normas aplicáveis às instituições e às operações realizadas. Por isso, a segunda fase considera simultaneamente a execução dos contratos, a circulação dos ativos e os requisitos jurídicos e regulatórios envolvidos.

Segunda fase ainda não representa lançamento comercial

A abertura do chamamento não significa que o Drex já esteja disponível como produto de uso amplo ou que a moeda digital tenha entrado em operação comercial. Trata-se de uma etapa de testes, conduzida pelo Banco Central, para avaliar casos de negócio e limitações da infraestrutura antes de qualquer conclusão sobre aplicações em escala.

A própria página temática de notícias do Banco Central sobre o Drex concentra as atualizações oficiais relacionadas ao desenvolvimento do projeto. Nesse contexto, o novo regulamento representa uma ampliação da investigação sobre como contratos inteligentes e ativos digitais podem se relacionar com processos financeiros existentes.

As instituições interessadas deverão enviar suas propostas dentro do período definido, entre 14 de outubro e 29 de novembro de 2026. Depois dessa fase, o Banco Central terá de analisar os projetos recebidos de acordo com os critérios previstos e com sua capacidade técnica e operacional. O resultado dessa seleção determinará quais modelos avançarão para os testes da nova etapa.

Para usuários e empresas, o principal efeito imediato é a continuidade do processo de construção de uma infraestrutura financeira digital sob supervisão institucional. Os resultados dos experimentos poderão ajudar a esclarecer quais aplicações são tecnicamente viáveis, quais mecanismos de privacidade são necessários e que ajustes regulatórios podem ser considerados ao longo do desenvolvimento do Drex.

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