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Rodrigo Balassiano aponta os principais desafios operacionais enfrentados pelos fundos preexistentes na adaptação à ICVM 175.
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ICVM 175 e a adaptação de fundos preexistentes: desafios operacionais

Oscar Caldervale
By Oscar Caldervale 31 de julho de 2025 5 Min Read
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Rodrigo Balassiano aponta os principais desafios operacionais enfrentados pelos fundos preexistentes na adaptação à ICVM 175.
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A entrada em vigor da Instrução CVM nº 175 trouxe uma nova configuração regulatória para os fundos de investimento no Brasil. Com o objetivo de consolidar e modernizar as regras do setor, a norma estabeleceu padrões mais abrangentes de governança, prestação de informações e estrutura de cotas. Para fundos já existentes, o desafio passa a ser a adequação a essa nova realidade, tanto do ponto de vista jurídico quanto operacional. Rodrigo Balassiano, especialista em fundos estruturados e regulação, destaca que a transição exige planejamento, comunicação transparente com os cotistas e revisão completa dos processos internos.

Contents
Adaptação de fundos preexistentes: um processo técnico e contínuoOperacionalização da transição: o papel dos prestadores de serviçoComunicação com os cotistas: transparência é essencialConsiderações finais

Adaptação de fundos preexistentes: um processo técnico e contínuo

A adaptação de fundos preexistentes às novas exigências da ICVM 175 não é meramente documental. Envolve uma revisão ampla do regulamento, dos critérios de elegibilidade dos ativos e das práticas de governança. Fundos que antes operavam sob normas distintas precisam, agora, alinhar sua estrutura à nova regulamentação, que prevê, por exemplo, a adoção obrigatória de classes e subclasses de cotas. Essa mudança afeta diretamente a forma como os fluxos financeiros são organizados, exigindo uma reconfiguração da arquitetura do fundo.

Entenda com Rodrigo Balassiano como a transição para a ICVM 175 exige ajustes operacionais complexos nos fundos já constituídos.
Entenda com Rodrigo Balassiano como a transição para a ICVM 175 exige ajustes operacionais complexos nos fundos já constituídos.

Rodrigo Balassiano explica que muitos fundos precisarão reavaliar sua política de distribuição, definir regras específicas para cotistas com perfis distintos e estabelecer mecanismos mais robustos de proteção patrimonial. A introdução de cotas seniores e subordinadas em fundos que antes operavam de forma unificada é uma das exigências que impactam diretamente a estratégia de risco e retorno. Além disso, há implicações contábeis e de precificação que devem ser reestruturadas conforme os novos critérios de transparência e segmentação.

Operacionalização da transição: o papel dos prestadores de serviço

A complexidade da adaptação de fundos preexistentes exige o envolvimento ativo de todos os prestadores de serviço do fundo: gestor, administrador fiduciário, custodiante, auditor independente e consultores jurídicos. Cada um desempenha papel fundamental na implementação das novas exigências regulatórias e na atualização dos sistemas de controle. A sincronização entre essas partes é essencial para que as mudanças não resultem em falhas operacionais, atrasos ou perdas de informação.

@rodrigobalassiano1

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A automatização dos processos ganha destaque nesse momento. Sistemas que permitam a criação de classes distintas, a segmentação de ativos e a prestação de informações individualizadas por cota são essenciais. Rodrigo Balassiano destaca que fundos com sistemas mais modernos e parametrizáveis tendem a realizar a migração com maior fluidez e menor exposição a riscos. Já os que dependem de soluções manuais ou não integradas enfrentam dificuldades que podem comprometer a regularidade das operações.

Comunicação com os cotistas: transparência é essencial

Outro ponto sensível na adaptação de fundos preexistentes à ICVM 175 é a comunicação com os investidores. É fundamental que os cotistas compreendam as mudanças implementadas, suas motivações e seus impactos práticos. A clareza nas informações evita ruídos, reduz a insegurança e fortalece a relação de confiança entre o fundo e seus participantes.

Nesse sentido, a elaboração de materiais explicativos, assembleias informativas e a disponibilização de relatórios comparativos entre o modelo anterior e o novo são práticas recomendadas. Rodrigo Balassiano ressalta que a transparência, além de obrigatória do ponto de vista regulatório, é estratégica para manter a base de cotistas ativa e engajada no processo de transição.

Considerações finais

A adaptação de fundos preexistentes à ICVM 175 representa uma oportunidade de evolução para o mercado brasileiro de fundos. Embora o processo envolva desafios técnicos e operacionais, ele também abre espaço para maior sofisticação das estruturas, aumento da transparência e melhoria na experiência do cotista. Com planejamento, governança ativa e tecnologia adequada, os gestores podem transformar essa transição em um diferencial competitivo. Como afirma Rodrigo Balassiano, a capacidade de adaptação eficiente às novas regras não apenas assegura conformidade, mas consolida a credibilidade do fundo diante de um mercado cada vez mais exigente.

Autor: Samanta Schulz

Tag:O que aconteceu com Rodrigo BalassianoQuem é Rodrigo BalassianoRodrigo Balassiano
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