Haeckel Cabral Moraes aborda a mastopexia com prótese como um dos procedimentos que mais exigem análise criteriosa da qualidade da pele e do grau de flacidez mamária. Em casos de ptose moderada, a dúvida frequente é se o implante isolado seria suficiente para elevar o polo inferior ou se a retirada de pele se torna necessária para reposicionar o complexo aréolo-papilar e restaurar a proporção. A decisão não se baseia apenas no volume desejado, mas na capacidade real da pele de sustentar o novo contorno ao longo do tempo.
Grau de ptose e posição do complexo aréolo-papilar
A avaliação do grau de queda mamária é determinante no planejamento. Quando a aréola já se encontra abaixo do sulco inframamário, a simples inclusão de prótese tende a projetar a mama sem corrigir adequadamente a posição. Nesses casos, o aumento isolado pode gerar resultado visualmente pesado na parte inferior, sem restabelecer a harmonia do conjunto e sem corrigir o eixo central da mama.
Haeckel Cabral Moraes evidencia que a posição da aréola é um dos principais critérios técnicos na indicação de mastopexia associada. Mesmo em flacidez classificada como moderada, a elasticidade reduzida da pele pode não oferecer suporte suficiente para manter o implante em posição adequada ao longo dos anos. Assim, a retirada controlada de pele permite redistribuir tensão, elevar estruturas e favorecer sustentação mais estável e proporcional.
Elasticidade cutânea como fator decisivo
Nem todas as mamas com aspecto de queda exigem retirada de pele. Quando há boa elasticidade, o implante pode preencher o envelope cutâneo e promover discreta elevação. Entretanto, em tecidos já distendidos por gestação, variações de peso ou envelhecimento, a pele pode não apresentar retração satisfatória após a inclusão da prótese, o que aumenta o risco de recorrência da flacidez.

Na prática clínica, Haeckel Cabral Moraes avalia a espessura da pele, a presença de estrias, a qualidade do tecido glandular e o grau de acomodação ao mobilizar a mama. Esses elementos ajudam a prever se o implante isolado sustentará o resultado ou se haverá tendência à nova queda precoce. A decisão, portanto, envolve leitura anatômica detalhada, análise estrutural e projeção de longo prazo.
Limitações da prótese isolada
A prótese mamária adiciona volume e projeção, porém não substitui o papel da pele na sustentação. Quando existe excesso cutâneo significativo, o aumento isolado pode ampliar o peso sobre a mama, agravando a flacidez com o passar do tempo. Além disso, a tentativa de compensar a queda com implantes maiores pode comprometer a proporção corporal e a naturalidade do resultado.
Haeckel Cabral Moraes frisa que dimensionar corretamente o volume do implante é parte essencial do planejamento. A escolha deve considerar a largura do tórax, a espessura dos tecidos, a posição da aréola e a expectativa da paciente. O equilíbrio entre volume, sustentação e formato evita sobrecarga estrutural e contribui para a estabilidade estética.
Estratégia cirúrgica e alinhamento de expectativas
Quando a mastopexia é associada à prótese, o procedimento passa a ter dupla finalidade: reposicionar e preencher. A retirada de pele reorganiza o envelope mamário, enquanto o implante restaura o volume perdido ou desejado. Essa combinação pode oferecer contorno mais harmonioso, desde que as cicatrizes sejam discutidas previamente e compreendidas como parte integrante do processo cirúrgico.
Haeckel Cabral Moraes enfatiza que o planejamento individualizado é fundamental para alcançar resultado coerente com a anatomia e com os objetivos da paciente. Em flacidez moderada, optar por técnica mais completa pode representar maior previsibilidade a longo prazo. Quando indicação, técnica e expectativa estão alinhadas, a mastopexia com prótese tende a oferecer melhora consistente, com proporção, sustentação e naturalidade preservadas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez